20 Nov
20Nov

Somos uma torre erguida no tempo, em cujo topo, um fantástico relógio nos dá, abranda ou tira, desperta alarmante ou adormece num buzz carinhoso. 

Não é no pulso que se usa, não se vê nem se escuta a não ser pela torre. 

É uma força superior, ainda não totalmente desvendada pela ciência, mas que as “coisas” infinitas conhecem bem, por isso não se sabe se se trata de um poder realmente finito.  

Como relógio que se preza, necessita de manutenção, complexa sim, não é fácil aceitar um não do alto dessa torre, há que proceder a limpeza periódica, facilitando a engrenagem, o tic tac audível apenas por quem está predisposto a ouvir. 

Todos os demais servidores, quais ponteiros ou pontos de uma rosa dos ventos, funcionam capazes de se nortearem à sua voz. 

O caos não se instala se o esforço da torre prevalecer sobre a inoperância. 

O ser humano deve acautelar e manter uma dinâmica precisa, urgente, que lhe permita viver em Paz escutando o seu relógio.

Maria Dulce Araujo, a autora do texto

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