27 Jan
27Jan

(e abraços que gostamos de partilhar) 


Há poemas a brotar dos meus dedos 

Em palavras que sempre te quero dizer 

Há vidas a contornar os troncos da existência 

Como hera que se funde na seiva da árvore 

Há melodias de encantar 

Na copa que sombreia e refresca 

Há vidas, muitas vidas a despontar 

Em primaveras de esplendor 

Há poemas orquestrados com amor 

E abraços que gostamos de partilhar 

Há pontes que ambicionamos transpor.



Há letras que se espalham no ar 

Palavras que ecoam nas enseadas 

Há um azul-céu para adentrar 

E nuvens de algodão doce 

Que nos incitam a sonhar.


Há palavras soltas e poemas épicos 

Nos pergaminhos que gostamos de revisitar 

Há folhas verdes e frescas 

Tenros talos de um novo começo.

Há um eterno esvoaçar 

Um bailado de conquista 

Que deslumbra e arrebata 

Há beijos intensos a saber a mel 

Uma noiva que ansiosamente aguarda 

Que o seu amor a receba no altar.



Há versos 

Há estrofes 

Há vontades 

Há amores 

E há dores 

E penas 

E poemas a brotar dos dedos 

E das árvores 

E azáfama 

Alegria 

Esperança e euforia 

É a vida em toda a sua dinâmica.

Dulci Ferreira, a autora do poema

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