(e abraços que gostamos de partilhar)
Há poemas a brotar dos meus dedos
Em palavras que sempre te quero dizer
Há vidas a contornar os troncos da existência
Como hera que se funde na seiva da árvore
Há melodias de encantar
Na copa que sombreia e refresca
Há vidas, muitas vidas a despontar
Em primaveras de esplendor
Há poemas orquestrados com amor
E abraços que gostamos de partilhar
Há pontes que ambicionamos transpor.

Há letras que se espalham no ar
Palavras que ecoam nas enseadas
Há um azul-céu para adentrar
E nuvens de algodão doce
Que nos incitam a sonhar.

Há palavras soltas e poemas épicos
Nos pergaminhos que gostamos de revisitar
Há folhas verdes e frescas
Tenros talos de um novo começo.

Há um eterno esvoaçar
Um bailado de conquista
Que deslumbra e arrebata
Há beijos intensos a saber a mel
Uma noiva que ansiosamente aguarda
Que o seu amor a receba no altar.

Há versos
Há estrofes
Há vontades
Há amores
E há dores
E penas
E poemas a brotar dos dedos
E das árvores
E azáfama
Alegria
Esperança e euforia
É a vida em toda a sua dinâmica.

Dulci Ferreira, a autora do poema