08 Jan
08Jan

A rigidez de postura perante os acontecimentos da vida, pode ser um erro em determinadas circunstâncias, cujas consequências podem ser catastróficas para a emotividade. 

Se existem perdas nos diversos campos dos sentimentos, quase sempre estão relacionadas com a intolerância própria da rigorosa personalidade.  

A flexibilidade é aquela planta de que devemos cuidar criteriosamente, para poder usufruir do seu esplêndido perfume e espalhá-lo ao nosso redor. Há situações facílimas de resolver sendo flexível, o oposto será complicar o que já de si pode ser difícil de gerir. 

As pessoas são diferentes entre si, logo, obviamente têm rotinas e obrigações díspares. Nem deve haver prepotência nem subserviência, mas sim frontalidade e condescendência. 

Tal como os planetas giram à volta do sol, não deixando, contudo, de ter características próprias, individualizando a sua estrutura em perfeito equilíbrio, assim deverá ser o Humano. 

O Universo ensina como se faz, porque não aprender? 

Considero a flexibilidade extremamente importante no relacionamento entre pessoas. O imprevisto acontece, o tempo por vezes não chega, nem sempre a vontade de hoje é a mesma de ontem. 

Então se as agulhas têm de ser mudadas, vale mais recorrer à sinceridade do que andar às voltas com justificações pouco plausíveis. 

De um momento para o outro, tudo se altera e vamos violentar a disposição e vontade do próximo, transformando-a em obrigação? 

Errado! 

E se for connosco? 

Como agimos perante esse facto? 

Nada na flexibilidade significa fraqueza, nada na vida pode ser rígido, há que ter sempre em linha de conta, o ser ou não oportuno e o respeito pela vida dos outros.  

Ser flexível é uma forma positiva de encarar o próximo.

Maria Dulce Araújo, a autora do texto

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