A pergunta é aquela questão conducente à resposta, mas nem sempre a resposta existe, ou porque faz parte da privacidade de cada um, ou porque é uma mera ferramenta de curiosidade alheia e coscuvilheira.
As perguntas nascem no seio do diálogo ou na leitura de textos, frases soltas, livros, exposições, enfim, a pergunta está por todo o lado e na mente de toda a gente que procura respostas.
Quero salientar, ter escolhido este tema por indução da leitura de outrem, o que me levou a uma introspeção profunda, já que não sou pessoa de muitas perguntas nem de respostas.
Gosto de pensar que o meu espaço é respeitado, não sendo por isso recetiva, recusando até, responder. Contudo, inserida numa sociedade cada vez mais curiosa e metediça e não querendo ser incorreta, dou voltas às palavras acabando por não responder a nada.
“Nada” é seletivo, claro!
Aos nossos favoritos as respostas são merecidas, verdadeiras e diretas, sabendo de antemão não irem servir fins menos próprios.
Infelizmente mesmo sem respostas, são postas nos nossos diálogos ou escritas, afirmações nunca proferidas .
Não quero com isto dizer que a pergunta seja algo negativo, mas depende de quem a faz e porquê.
A resposta não é uma obrigação, existe o direito de escolha ao inquirido, salvaguardando-se.
Por isso, no meu entender, antes de perguntar deve pensar-se duas vezes.

Maria Dulce Araújo, a autora do texto