Com palavras se vestem dores, saudades. São as palavras que refletem no espelho da vida que nos fazem sentir vida de perto, na pele, na alma.
Quando se dança com a saudade e se passeia com a sombra, quando é imperativo que a alma transborde, torna-se constante o calar das vozes que nos habitam e gritar a dor que nos invade.
É na flexibilidade, na vulnerabilidade, na expansão e nudez de coração que eu encontro a minha saída, a minha cura para esta condição de estar viva.
Na origem de cada sonho pode estar um pesadelo, na origem de cada ferida, está também a cura.
Basta que alma se recolha, respire e aceite.
Terei eu coragem de encontrar a cura exatamente onde se encontra a ferida?
Quem sou?
Sou saudade, liberdade, ventre, entranhas e paixão.
Sou paz... amor, sou também quem bebeu a sua dor.
Sou mulher e Permito-ME!

"Sabes que é amor, quando a aparência vale menos que a presença."
Ruth Collaço, a autora do texto