18 Jan
18Jan

Com palavras se vestem dores, saudades. São as palavras que refletem no espelho da vida que nos fazem sentir vida de perto, na pele, na alma. 

Quando se dança com a saudade e se passeia com a sombra, quando é imperativo que a alma transborde, torna-se constante o calar das vozes que nos habitam e gritar a dor que nos invade. 

É na flexibilidade, na vulnerabilidade, na expansão e nudez de coração que eu encontro a minha saída, a minha cura para esta condição de estar viva.  

Na origem de cada sonho pode estar um pesadelo, na origem de cada ferida, está também a cura.  

Basta que alma se recolha, respire e aceite. 

Terei eu coragem de encontrar a cura exatamente onde se encontra a ferida? 

Quem sou? 

Sou saudade, liberdade, ventre, entranhas e paixão. 

Sou paz... amor, sou também quem bebeu a sua dor. 

Sou mulher e Permito-ME! 

"Sabes que é amor, quando a aparência vale menos que a presença."

Ruth Collaço, a autora do texto

Comentários
* O e-mail não será publicado no site.