25 Jan
25Jan


Lavar a mágoa até que reste apenas o ouro do silêncio. 

Quando a verdade chega como lâmina, corta fundo. 

Descobrir algo que nos fere sobre quem amamos é como ver o espelho rachar: 

A imagem permanece, mas já não é inteira.  

O primeiro impulso é sempre agarrar os cacos, correndo o risco de cortarmos as mãos 

Mas... há outro caminho

Respira 

- Permiti que a dor seja como água que corre, não pedra que pesa. Reconhece que o amor não se desfaz com a revelação, mas transforma-se. 

— Às vezes em cinza, às vezes em semente e o coração, ferido, pode ser também terreno fértil. 


Aprende(-se) que nada nos pertence: 

Nem o outro, nem a sua verdade.  

O que nos pertence é a forma como escolhemos atravessar a ponte de nome "ferida". 

Podemos deixá-la infecionar em rancor, ou lavá-la em SILÊNCIO, COMPAIXÃO, DESAPEGO E AUTOCUIDADO. 

Lavar uma mágoa é aceitar que a dor também é mestra. 

É mergulhar no rio interior até que a água leve o peso, deixando
apenas a clareza. 

Lavar a mágoa é garimpar no rio da alma: 

"Entre pedras e feridas, o que sobra é o ouro secreto da purificação.” 

(Pé de Carvão)
 
Ventos Sábios

Ruth Collaço, a autora do texto

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